Os Fidalgos da Casa Mourisca
par Júlio Dinis
A decadência de uma família nobre e o contraste com a ascensão de um lavrador.
Crédits & contributions
- ÉditeurCULTUREA
- Parution22 juin 2024
Prix TTC
"Os Fidalgos da Casa Mourisca" de Júlio Dinis narra a história da família Negrão de Villar de Corvos, uma antiga linhagem nobre que enfrenta a decadência e a ruína financeira. O patriarca, D. Luiz, é um homem marcado por desgostos pessoais e políticos, que se refugia na sua propriedade rural, a Casa Mourisca, após a morte de sua esposa e filha. Seus dois filhos, Jorge e Mauricio, crescem em um ambiente de privilégios, mas sem uma direção clara para o futuro, devido à aversão do pai a profissões práticas e à mudança das condições sociais. Jorge, mais introspectivo e reflexivo, começa a perceber a realidade da decadência da família, contrastando com a prosperidade da Herdade, propriedade de Thomé da Povoa, um antigo criado da família que, através de trabalho árduo e gestão eficaz, construiu uma vida próspera. A narrativa explora o contraste entre a nobreza decadente e a ascensão da classe trabalhadora, simbolizada por Thomé, que representa a nova ordem social baseada no mérito e no trabalho. Jorge, ao visitar a Herdade, reflete sobre a possibilidade de revitalizar a Casa Mourisca, mas reconhece que isso exigiria uma mudança de mentalidade e a adoção de práticas de trabalho que a sua família tradicionalmente desprezou. A obra de Júlio Dinis oferece uma crítica à aristocracia rural portuguesa do século XIX, destacando a necessidade de adaptação às novas realidades sociais e econômicas.
